Embaixadores Culturais Migraflix

Conheça as histórias

A familia Migraflix é composta por novos brasileiros que decidiram recomeçar sua historia no Brasil. Eles trouxeram novas culturas e visões de mundo oferecendo um rico intercambio de experiencias

Salsabil Matooq nasceu em Latakia, na Síria, e percorreu Arábia Saudita e Jordânia, onde cursou farmácia e conheceu seu marido, antes de aportar no Brasil. Foi durante a época da faculdade que ela começou a trabalhar com comida: vendia pratos típicos aos amigos e outros estudantes para reforçar a renda familiar. Na Arábia Saudita, enquanto o marido comercializava perfumes, ela fazia doces e salgados apetitosos para complementar as finanças. No fim de 2014, por conta dos conflitos na região, Salsabil embarcou com a família para o Brasil. Aqui, a Musacka’a (berinjela com tomate, alho, cebola e carne) estrela do seu cardápio, é apenas uma das muitas opções que ela oferece sob encomenda ou em feiras na cidade de São Paulo e região. Para Salsabil, “a vida fica melhor quando se come uma comida deliciosa”.

Salsabil Matooq 

Omar Suleibi e família vieram ao Brasil em outubro de 2014. Na Síria, ele trabalhava como supervisor em uma empresa que vendia remédios a farmácias, mas aqui – como boa parte de seus conterrâneos – investiu em comida árabe. “No começo, eu vendia doces de um amigo no centro de Guarulhos. Só sabia uma frase em português: ‘Sou árabe, sírio, não sei falar português. Por favor, me ajude.’ E mostrava os doces. Alguns compravam”. Omar gostava de preparar os tradicionais maámul, harissa e outras delícias sírias nas horas de lazer em seu país natal, mas aqui ele também ajuda a esposa – quem o ensinou a cozinhar – no preparo dos pratos que vendem, sob encomenda, para São Paulo e região. Ele jamais poderia imaginar que viria para cá, mas depois de tentar o visto a muitos países, o consulado brasileiro foi o único que lhe abriu as portas. Depois de vinte dias, já embarcava aqui com a esposa e a filha para um feliz recomeço: "Eu adoro o Brasil!", conta.

Omar Suleibi 

Evodie é congolesa e trabalhava com produção de eventos e casamentos em seu país. Esperava encontrar no Brasil pessoas que conhecessem o francês e a história da República Democrática do Congo, mas não foi o que encontrou aqui. Mesmo assim, aprendeu a se adaptar e hoje vem trabalhando no ramo da gastronomia. O seu maior sonho é criar um restaurante que traga a experiência culinária congolesa para o Brasil. Acredita em comidas saudáveis, cheias de sabor e preparadas com muito amor.

Evodie Mwepu

Karlos Velera, peruano de Lima, chegou ao Brasil em 2002. Veio a passeio, mas gostou tanto que decidiu ficar. Ainda na infância, ele aprendeu a preparar com a mãe um ceviche “no capricho”, além de outros pratos tradicionais de seu país natal. Por isso, resolveu investir na venda de refeições prontas de suas especialidades na região central da cidade. Em mais de 10 anos na capital paulista, ele quer ampliar a sua produção adquirindo um espaço próprio e, também, oferecendo serviço delivery. Hoje, em torno de 80 clientes fieis que vivem, trabalham ou passeiam na maior região de comércio popular de São Paulo, a 25 de março, compram as suas marmitas.

Karlos Velera

Yilmary é natural de Aragua, Venezuela, e veio para Brasil há cerca de dois anos por conta da atual situação política do país. Terapeuta ocupacional, ela trabalhou na área em escolas especiais e empresas. No Brasil, teve dificuldades para revalidar o título acadêmico e encontrar um emprego relacionado à sua formação, então reinventou-se: foi às ruas vender bolos, salgadinhos e outras receitas caseiras, de café-da-manhã, em um ponto de ônibus.  Ela aprendeu a cozinhar com a mãe, mas traz inúmeras memórias culinárias da avó, especialmente na hora de fazer hallaca, prato típico preparado por toda a família, numa espécie de linha de montagem. “Cozinhar, para mim, é transmitir amor, alegria. Posso estar cansada, mas quando vou preparar algum prato, faço com muito carinho”.

Yilmary de Perdomo

“Cozinhar é a minha vida. É meu mundo.” Nascido em Bogotá, Colômbia, veio para o Brasil há cinco anos fugindo da violência. Lá, ele trabalhava como sous chef, uma espécie de “braço direito” de grandes nomes da gastronomia. Trouxe para cá os segredos de muitas estrelas da cozinha com quem dividiu o fogão, além das memórias afetivas familiares: “lembro do aroma das pamonhas feitas na folha de bananeira, das arepas com diversos milhos, dos churrascos e bolos tradicionais que eram servidos nas festas de fim de ano quando apareciam – no mínimo – 50 pessoas na casa da minha avó... Ela preparava os bolos no fogão à lenha, os embalava em panos de seda e escondia no armário até a hora certa de servi-los”. Hoje, Jair comanda um food truck e serve um saboroso cardápio de pratos típicos do seu país.

Jair Abril Rojas

Chaitali Roychowdhury nasceu em Calcutá, capital de Bengala Ocidental, estado indiano. Ela e o marido estão no Brasil desde 2014. Ele, é pesquisador na USP e ela dá aulas particulares de inglês. Chaitali aprendeu a cozinhar bem cedo, sozinha, e adora fazer isso também por aqui, muito embora sinta falta dos temperos indianos, que são muitos. É impossível relembrar a infância sem estacionar nas festas familiares quando a tia, principalmente, preparava pratos deliciosos. Alguns, ela aprendeu, outros adaptou e – boa parte deles – podem ser encontrados em seu blog. Por enquanto, as receitas estão em sânscrito e inglês, mas ela está fazendo o curso de português para estrangeiros e logo vai incluir a nossa língua lá com o objetivo de que mais pessoas possam ter um pedacinho do país asiático em casa.

Chaitali Roychowdhury

Oussama é sírio e veio ao Brasil com a família, esposa e quatro filhos, no final de 2014. O que o atraiu para cá foram as oportunidades de trabalho, além do acolhimento dos brasileiros. Na Síria, ele trabalhava com fotografia, mas como há uma grande despesa com equipamentos técnicos e por se tratar de um mercado bem competitivo, aqui ele decidiu investir naquilo que tinha por hobby: a culinária. Muito embora, desde criança, estivesse atento à produção da Kafta (seu prato preferido) em casa, foi adulto – assistindo a programas de televisão do chef Ramzi Shuairi, que ele começou a colocar a mão na massa. Hoje, Oussama é dono de uma lanchonete em Guarulhos, onde serve pratos típicos de seu país.

Oussama Hazeemeh

Liliana é colombiana e já trabalhava com cozinha em seu país. Sua especialidade é fazer arepas, pãezinhos de milho branco com recheios sempre generosos. Veio com o marido para o Brasil em 2014, pois o seu pequeno negócio de comidas rápidas sofria muita pressão dos narcotraficantes da sua região. Seus filhos chegaram depois e hoje sente-se mais feliz e completa em ter toda família reunida. Trabalha em São Paulo vendendo arepas em sua food bike e sonha em poder aumentar para um food truck, onde possa oferecer arepas a mais pessoas e trabalhar com mais conforto.

Liliana Pataquiva

“Os  pratos precisam ser equilibrados de forma sutil para que a pessoa consiga perceber os cheiros, sabores e sensações de cada ingrediente”, explica Carlos Daniel Escalona Barros, venezuelano, jornalista de profissão, que muito cedo se interessou pela gastronomia. Dona Elvira, sua mãe, fez o papel de tornar a cozinha um ambiente rico em encantos, onde a comida era uma experiência que atravessava todos os sentidos. Para Carlos, um restaurante deve ser um refúgio para se desconectar do mundo e saborear um bom prato e desfrutar de um ambiente acolhedor e harmonioso. No cardápio, receitas típicas feitas de modo artesanal - assegurando a fidelidade do sabor - ingredientes saudáveis e o melhor tempero: amor.

Carlos Escalona

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